Tivemos entre os dias 7 de junho e 7 de Julho, a disputa da Copa do Mundo de Futebol feminino 2019. O Mundial ocorreu na França, e foi um sucesso, recebendo uma atenção da mídia nunca antes vista, sendo também um sucesso de público, com estádios cheios, e ótimas audiências. No Brasil, por exemplo, cerca de 35 milhões de pessoas, pararam para assistir a partida entre França e Brasil, pelas oitavas-de-final. A Globo, pela primeira vez, transmitiu a competição, e suas transmissões foram um sucesso. Contra a França, por exemplo, cerca de 33 milhões de pessoas pararam em frente à TV para acompanhar a bola rolando, mostrando que o produto Futebol feminino, se bem vendido, é altamente lucrativo.
A Copa do Mundo Feminina de 2019 contou com 24 seleções, divididas em seis grupos de quatro equipes. As duas primeiras colocadas de cada grupo e as quatro melhores terceiras colocadas avançaram às oitavas de final. As 24 seleções participantes desta Copa do Mundo foram França, Estados Unidos, Alemanha, Noruega, Inglaterra, Suécia, Itália, Espanha, Holanda, Japão, Austrália, China, Coreia do Sul, Tailândia, Nigéria, Camarões, África do Sul, Canadá, Jamaica, Nova Zelândia, Chile, Argentina, Brasil e Escócia.
O Grupo A reuniu França, Noruega, Nigéria e Coreia do Sul. A França, jogando em casa, começou de maneira muito convincente ao golear a Coreia do Sul por 4 a 0. Depois, venceu a Noruega por 2 a 1 e encerrou a primeira fase com uma vitória por 1 a 0 sobre a Nigéria. Com três vitórias em três partidas, as francesas terminaram na liderança, com nove pontos. A Noruega ficou em segundo lugar, depois de vencer Nigéria e Coreia do Sul, enquanto a Nigéria avançou como uma das melhores terceiras colocadas.
No Grupo B, a Alemanha apresentou uma campanha perfeita. A seleção alemã venceu a China por 1 a 0, a Espanha por 1 a 0 e a África do Sul por 4 a 0, terminando com nove pontos e sem sofrer nenhum gol.
A disputa pelo segundo lugar foi mais equilibrada. Espanha e China terminaram empatadas com quatro pontos, mas a Espanha ficou à frente pelo saldo de gols. A África do Sul perdeu as três partidas e foi eliminada.
O Grupo C foi um dos mais equilibrados do torneio, com Itália, Austrália e Brasil terminando todos com seis pontos.
A Itália surpreendeu ao derrotar a Austrália por 2 a 1 na estreia e depois goleou a Jamaica por 5 a 0. Na última rodada, porém, perdeu por 1 a 0 para o Brasil.
A Austrália, após a derrota inicial, reagiu e venceu o Brasil por 3 a 2 e a Jamaica por 4 a 1. O Brasil também venceu a Jamaica por 3 a 0 e a Itália por 1 a 0.
No fim, a Itália terminou em primeiro lugar, a Austrália em segundo e o Brasil em terceiro, avançando entre as melhores terceiras colocadas.
O Grupo D teve Inglaterra, Japão, Argentina e Escócia. A Inglaterra começou vencendo a Escócia por 2 a 1 e depois derrotou a Argentina por 1 a 0. Na terceira rodada, confirmou a liderança ao vencer o Japão por 2 a 0, terminando com nove pontos.
O Japão, campeão mundial em 2011, teve uma campanha abaixo das expectativas. A seleção empatou com a Argentina, venceu a Escócia e perdeu para a Inglaterra, ficando em segundo lugar.
A Argentina ganhou destaque ao arrancar um empate por 0 a 0 contra o Japão e, na última rodada, protagonizar um emocionante empate por 3 a 3 com a Escócia, mas acabou eliminada.
No Grupo E, a Holanda, então campeã europeia, venceu todas as partidas. Derrotou a Nova Zelândia por 1 a 0, Camarões por 3 a 1 e o Canadá por 2 a 1, terminando na liderança com nove pontos.
O Canadá ficou em segundo lugar, com duas vitórias e uma derrota. Camarões conseguiu uma classificação histórica ao derrotar a Nova Zelândia por 2 a 1 na última rodada, resultado que garantiu às africanas uma vaga nas oitavas de final como uma das melhores terceiras colocadas.
O Grupo F foi marcado pela enorme superioridade dos Estados Unidos. As atuais campeãs começaram com uma goleada histórica de 13 a 0 sobre a Tailândia, a maior goleada da história da Copa do Mundo Feminina naquele momento.
Depois, venceram o Chile por 3 a 0 e a Suécia por 2 a 0, terminando com nove pontos e 18 gols marcados. A Suécia ficou em segundo lugar, enquanto o Chile avançou como uma das melhores terceiras colocadas. A Tailândia terminou sem pontos.
De maneira geral, a fase de grupos da Copa do Mundo Feminina de 2019 mostrou a força das principais seleções. Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra e Holanda terminaram com 100% de aproveitamento.

Nas oitavas de final, a Alemanha derrotou a Nigéria por 3 a 0 e avançou sem sofrer gols. Noruega e Austrália empataram por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, e as norueguesas venceram a disputa de pênaltis por 4 a 1. A Inglaterra venceu Camarões por 3 a 0, enquanto a França derrotou o Brasil por 2 a 1 na prorrogação. A seleção brasileira chegou a empatar a partida no segundo tempo, mas Amandine Henry marcou o gol da vitória francesa na prorrogação. Os Estados Unidos venceram a Espanha por 2 a 1, a Suécia derrotou o Canadá por 1 a 0, a Itália venceu a China por 2 a 0 e a Holanda eliminou o Japão com uma vitória por 2 a 1. Com isso, o Brasil, que contava com Marta, foi eliminado nas oitavas de final.
Nas quartas de final, a Noruega foi derrotada pela Inglaterra por 3 a 0. Em Paris, os Estados Unidos venceram a França por 2 a 1 e eliminaram as anfitriãs. A Itália perdeu para a Holanda por 2 a 0, enquanto a Suécia derrotou a Alemanha por 2 a 1, garantindo sua classificação para a semifinal. Dessa forma, as quatro seleções que permaneceram na competição foram Estados Unidos, Inglaterra, Holanda e Suécia.
Na primeira semifinal, Estados Unidos e Inglaterra fizeram uma partida equilibrada. As americanas abriram 2 a 0, mas a Inglaterra diminuiu a diferença no segundo tempo. As inglesas ainda tiveram a chance de empatar quando receberam um pênalti, mas Steph Houghton acertou a cobrança na trave. A seleção dos Estados Unidos manteve a vantagem e venceu por 2 a 1, garantindo uma vaga na final.
A outra semifinal, entre Holanda e Suécia, foi decidida na prorrogação. Depois de um empate sem gols durante os 90 minutos, a holandesa Jackie Groenen marcou aos 9 minutos do segundo tempo da prorrogação. A Holanda venceu por 1 a 0 e alcançou pela primeira vez a final de uma Copa do Mundo Feminina.
Na disputa pelo terceiro lugar, a Suécia venceu a Inglaterra por 2 a 1, ficando com a medalha de bronze. A partida foi disputada em Nice, e a vitória garantiu às suecas o terceiro lugar na competição.
A grande final aconteceu em 7 de julho de 2019, no Stade de Lyon, em Décines-Charpieu, na região metropolitana de Lyon. Estados Unidos e Holanda chegaram à decisão invictos. A partida começou equilibrada, e o primeiro tempo terminou empatado em 0 a 0. No início da segunda etapa, porém, a arbitragem marcou um pênalti a favor dos Estados Unidos após Stefanie van der Gragt cometer falta sobre Alex Morgan dentro da área. Megan Rapinoe cobrou no canto esquerdo da goleira Sari van Veenendaal e abriu o placar aos 61 minutos.
O segundo gol americano saiu oito minutos depois. Rose Lavelle recebeu a bola no campo de ataque, avançou em direção à área e finalizou de pé esquerdo, colocando a bola no canto da goleira holandesa. Com a vantagem de 2 a 0, os Estados Unidos controlaram a partida até o fim. A Holanda teve algumas oportunidades para diminuir o placar, mas não conseguiu marcar. A goleira holandesa Sari van Veenendaal também fez importantes defesas ao longo da partida, evitando que a vantagem americana fosse ainda maior.
Com o apito final, os Estados Unidos confirmaram a vitória por 2 a 0 e conquistaram o quarto título da Copa do Mundo Feminina, depois das conquistas de 1991, 1999 e 2015. O título de 2019 também representou o segundo campeonato mundial consecutivo da seleção americana. Megan Rapinoe terminou a competição como uma das principais protagonistas da campanha e recebeu a Bola de Ouro, destinada à melhor jogadora do torneio, além da Chuteira de Ouro, como artilheira, empatada em gols com Alex Morgan e Ellen White, mas com menos minutos jogados.
País-Sede: França.
Campeão: Estados Unidos.
Vice-Campeã: Holanda.
Bola de Ouro: Megan Rapinoe (EUA).
Chuteira de Ouro: Megan Rapinoe (EUA).
Imagem: FIFA