
A segunda edição da Copa do Mundo de Futebol feminino aconteceu na Europa, mais precisamente, na Suécia. Novamente, o torneio contou com a presença de 12 seleções, divididas em três grupos de quatro selecionados. As 12 seleções participantes dessa Copa do Mundo foram: Noruega, Alemanha, Estados Unidos, China, Suécia, Inglaterra, Dinamarca, Japão, Brasil, Canadá, Nigéria e Austrália.
O Brasil ficou no grupo A, novamente a chave da morte, ao lado de Alemanha, Suécia e Japão. A vitória por 1 x 0 sobre a Suécia não foi o suficiente para o avanço, já que o Brasil terminou na lanterna do grupo de todo o jeito, e viu as outras três seleções passarem de fase.
No grupo B, alcançaram a segunda fase a Noruega e a Inglaterra, enquanto no grupo C, Estados Unidos, China e Dinamarca avançaram. Nas quartas-de-final, a Alemanha passou pela Inglaterra, enquanto a China se classificou, eliminando a Suécia nos pênaltis. Os Estados Unidos passaram por cima do o Japão, e a Noruega fez a Dinamarca dar adeus ao certame.
A Copa do Mundo Feminina de 1995, disputada na Suécia, chegou à fase semifinal com quatro seleções de grande força: Estados Unidos, Noruega, Alemanha e China. No dia 15 de junho, Estados Unidos e Noruega se enfrentaram em Västerås. Em uma partida equilibrada, a Noruega saiu na frente aos 10 minutos, com Ann Kristin Aarønes, e conseguiu sustentar a vantagem até o fim. As norte-americanas, então campeãs mundiais, foram eliminadas por 1 a 0 e ficaram fora da decisão.
A semifinal entre Alemanha e China na Copa do Mundo Feminina de 1995 aconteceu em 15 de junho, no Olympia Stadion, em Helsingborg, na Suécia. De um lado estava a Alemanha, uma das grandes forças do futebol feminino europeu; do outro, a China, que havia acabado de eliminar a anfitriã Suécia nos pênaltis nas quartas de final e chegava pela primeira vez a uma semifinal de Mundial. O jogo reuniu 3.693 espectadores.
A partida foi marcada pelo equilíbrio e pela dificuldade alemã em transformar sua superioridade territorial em gols. A China adotou uma postura bastante disciplinada e, segundo a própria Federação Alemã, permaneceu durante boa parte do confronto recuada em seu campo, tentando limitar os espaços da adversária. A Alemanha tinha jogadoras experientes como Silvia Neid, Martina Voss, Heidi Mohr e Bettina Wiegmann, enquanto a jovem Birgit Prinz, então com apenas 17 anos, também estava em campo.
O placar permaneceu 0 a 0 durante praticamente toda a partida. A tensão aumentava conforme o relógio avançava, porque qualquer erro poderia decidir a vaga na final. A China conseguia resistir à pressão alemã, enquanto a Alemanha precisava encontrar uma maneira de furar a defesa asiática. Aos 83 minutos, o técnico alemão fez uma substituição importante, colocando Pia Wunderlich no lugar de Birgit Prinz.
A decisão veio aos 88 minutos. Depois de uma cobrança de escanteio parcialmente afastada pela defesa chinesa, a bola sobrou para Bettina Wiegmann, que acertou um voleio de fora da área e marcou o gol que colocou a Alemanha em vantagem. Foi um daqueles gols tardios que mudam completamente o destino de uma partida: a China não teve tempo para reagir, e a Alemanha segurou o 1 a 0 até o apito final.
A vitória levou a Alemanha à final da Copa do Mundo, enquanto a China, apesar da derrota, havia feito uma campanha histórica. A equipe chinesa disputaria o terceiro lugar contra os Estados Unidos, mas perderia por 2 a 0. Já a Alemanha enfrentaria a Noruega na decisão.
A final da Copa do Mundo Feminina de 1995 foi disputada em 18 de junho de 1995, no Estádio Råsunda, em Solna, na Suécia. De um lado estava a Noruega, que havia eliminado os Estados Unidos na semifinal; do outro, a Alemanha, então campeã europeia e uma das grandes forças do futebol feminino. A partida aconteceu sob chuva intensa, o que tornou o gramado pesado e deixou o confronto ainda mais difícil.
A Noruega começou a partida demonstrando grande organização e intensidade. O primeiro gol surgiu aos 37 minutos, quando Hege Riise recebeu a bola, avançou e finalizou de fora da área, colocando as norueguesas em vantagem. O gol é considerado um dos mais marcantes da história das finais da Copa do Mundo feminina, especialmente pela jogada individual de Riise.
A Alemanha mal teve tempo para reagir. Apenas três minutos depois, aos 40 minutos, Marianne Pettersen marcou o segundo gol da Noruega. Ela conseguiu chegar à bola antes de três defensoras alemãs e completou a jogada para fazer 2 a 0. Com isso, a seleção norueguesa terminou o primeiro tempo com uma vantagem confortável.
No segundo tempo, a Alemanha tentou buscar uma reação, mas a Noruega manteve a concentração e não permitiu que as adversárias voltassem ao jogo. As norueguesas sabiam que a Alemanha era uma equipe capaz de reagir e, por isso, continuaram jogando com intensidade até o apito final. O placar permaneceu Noruega 2 x 0 Alemanha.
Com a vitória, a Noruega conquistou seu primeiro título mundial e se tornou apenas o segundo país campeão da Copa do Mundo Feminina, depois dos Estados Unidos em 1991. O triunfo também teve um significado especial porque, quatro anos antes, a Noruega havia perdido a final inaugural para as norte-americanas. Hege Riise, além de marcar o primeiro gol da decisão, foi eleita a melhor jogadora do torneio.
País-Sede: Suécia.
Campeão: Noruega.
Vice-Campeã: Alemanha.
Bola de Ouro: Hege Riise (NOR).
Chuteira de Ouro: Ann Kristin Aarones (NOR).
Campeão: Noruega.
Vice-Campeã: Alemanha.
Bola de Ouro: Hege Riise (NOR).
Chuteira de Ouro: Ann Kristin Aarones (NOR).
Imagem: FIFA